segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Oficina para professores da EBD



Oficina: Inserção do berçário na Igreja.

Esta oficina foi ministrada pela irmã Leide Bastos, que têm desenvolvido um belíssimo trabalho com crianças pequenas, ou seja, até 3 anos. Registrei algumas imagens, de sua sala, com sugestões simples e criativas que podem ser trabalhadas com esta faixa etária: maleta em flanelógrafo, família em prato de papelão, boné com animais, cantinho da leitura em tnt, avental para historinha, boneca engraçada, teatrinho, etc.















Oficina para professores de Escola Dominical




Nos dias 14, 15 e 16 de novembro, realizamos um curso para professores da Escola Bíblica Dominical, com o Tema: DESENVOLVENDO UMA ESCOLA DOMINICAL COM QUALIDADE:  O ensino eficiente requer um contínuo processo de avaliação. Tivemos uma palestra com o tema “avaliar é preciso” e quatro oficinas. Foram dias abençoados, compartilhamos conhecimento, aprendemos, e, principalmente crescemos na comunhão. Que Deus continue abençoando o ministério de cada um dos professores que participaram. Sabemos que Deus prometeu sua benção especial sobre aqueles que ensinam. “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Daniel 12: 3)










sábado, 9 de novembro de 2013

O ensino eficiente exige avaliação contínua e permanente.



Introdução
Os princípios de ensino são similares para um professor de uma escola regular e um professor de Escola Dominical. Entretanto, há duas diferenças básicas. Em primeiro lugar, o propósito do professor da escola regular é simplesmente transmitir conhecimento. O propósito do professor da Escola Dominical é apresentar seus alunos à Pessoa Viva e com isso gerar mudanças de vida. O professor da escola regular trabalha puramente por meios naturais. O professor da Escola Dominical depende de ajuda divina e sobrenatural.
Nisso consiste os princípios do ensino cristão; ensinar para a eternidade, influenciar crianças, jovens e adultos a viverem para o Senhor. “um professor muda o curso da eternidade” escreveu Henry Adams em sua autobiografia, “ele (ou ela) é incapaz de dizer onde sua influência termina”.
1.   O que é Ensinar?
No Antigo Testamento a principal palavra para designar “ensinar” é LAMATH que algumas vezes é traduzido como “ensinar” e, outras como “aprender”. De acordo com os entendidos de hebraico, não significa “um mero despejar de fatos e informações sobre um determinado assunto”, mas, “estimular o aluno a ser capaz de imitar ou de aplicar na vida prática o que ele acaba de saber”.
O professor eficiente compreende que seu ensino deve focar o aluno como um todo, sua mente, primeiramente, e através dela, seu coração (ou emoções), e depois sua vontade.
“Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer (com vontade) de coração à forma de doutrina a que foste entregues (dada ou confiada a)”(Romanos 6:17)
2.  O que é Avaliação?
Avaliar vem do latim a + valere, que significa atribuir valor e mérito ao objeto em estudo. Portanto, avaliar é atribuir um juízo de valor sobre a propriedade de um processo para a aferição da qualidade do seu resultado.
2.1 Uma dimensão MACRO.
A avaliação da Escola Dominical como um todo visa diagnosticar sua organização, programações, relações, decisões e resultados de seus planos e projetos, desenvolvidos pelos sujeitos, neste caso específico, todos aqueles que atuam direta e indiretamente nos cultos matinais de domingo. Envolve todas as atividades e instâncias da EBD, possibilitando um auto-retrato (auto-conhecimento) da própria igreja.
Este com certeza é um processo complexo, mas, de extrema importância para o crescimento da obra, e, para que funcione, deve ser contínuo e sistemático, ou seja,  fazer parte da rotina, envolvendo atores internos e externos, buscando produzir subsídios para a melhoria e aperfeiçoamento da qualidade da escola dominical
2.2 Uma dimensão MESO.
“Se o professor deseja evoluir, a avaliação é fundamental. O auto-exame e a auto-crítica são evidências saudáveis de um professor em progresso, contanto que conduzam ao desenvolvimento e o fortalecimento de seu ministério e não ao desencorajamento” (Sam Doherty).
                Deve existir no coração de cada professor o desejo de dar sempre seu melhor. O professor nunca está satisfeito, nem acha que sabe tudo. Ele sempre quer fazer melhor. Mas o progresso e a melhora deste tipo dependem de um auto-exame e uma auto-crítica contínuos.
ü  Onde foi que eu errei?
ü  Por que eles não me ouvem?
ü  Como posso estimular a atenção?
ü  Por que não fazem o que ensinei?

Algumas sugestões para uma auto-avaliação eficiente:
1.       Ouça a si mesma:
Se você deseja avaliar a si mesma, faça algumas perguntas:
·         Será que fui organizado(a)?
·         Será que minha lição se relacionou com o interesse diário de meu aluno?
·         Como meu aluno reagiu às minhas perguntas?
·         Como eu reagi às dele.
·         Será que falei demais?
·         Será que minha lição foi apresentada de maneira agradável?
·         Será que fui simples e compreensível?
·         Será que a Bíblia foi sempre o centro da aula?
2.       Ouça seu aluno:
Você pode aprender muito a respeito de seu ensino, através de perguntas ao seu aluno durante a lição e enquanto você ensina.
Um bom professor, através de perguntas inteligentes e bem preparadas feitas periodicamente ao seu aluno, é capaz de dimensionar o quanto o aluno entendeu do que foi ensinado. Perguntas desse tipo não visam apenas a participação do aluno, mas também a avaliação do professor.
O professor que fala o tempo todo e não busca esse tipo de participação, encontrará dificuldade  para saber o quanto seu aluno entendeu.
3.       Observe seu aluno:
Após ensinar uma verdade e sua aplicação como forma de avaliação, é interessante observar o aluno para ver se ele coloca em prática o que aprendeu.
Entretanto, você precisa ser cauteloso com relação a esse tipo de observação, o seu ministério é espiritual e a eficiência de seu ensino não pode ser mensurada apenas por resultados, você pode ter ensinado uma verdade à seu aluno de forma primorosa e este ter compreendido, mas uma resistência e uma dureza de coração pode impedir que ele aplique a verdade em sua vida.
4.       Convide pessoas para comentar sua aula

2.3 Uma dimensão MICRO

A avaliação de aprendizagem representa o conjunto de elementos imprescindíveis a verificação do aprendizado efetivamente realizado pelo aluno ao mesmo tempo que fornecem subsídios ao trabalho docente.
O que vou avaliar está diretamente ligado aos objetivos determinados para aquela ou aquelas lições. Mas, quais são os objetivos gerais que devo traçar ao ensinar uma lição? A Bíblia responde em Romanos 6.17, (referência já citada em tópico anterior). Vamos relembrar:
1.     Paulo fala da “forma de ensino que lhes foi transmitida” o primeiro objetivo está relacionado à transmissão do ensino da Palavra de Deus, que deve ser de forma clara e inteligível, são os objetivos de conhecimento, o alvo é o intelecto do aluno.
Avaliação:
·         Os objetivos de conhecimento foram atingidos?
Meu aluno compreende melhor a Palavra de Deus?

2.     Paulo diz “obedecer de coração” o segundo objetivo está relacionado ao sentimento do aluno, a verdade ensinada tocou ao coração do aluno de modo que ele deseja se desviar do mau, são os objetivos de sentir, o alvo são suas emoções.
Avaliação:
·         Os objetivos de sentir foram alcançados?
Meu aluno foi tocado de modo que deseja fazer o bem?

3.     Paulo enfatiza que eles obedeceram o que ouviram o terceiro objetivo está relacionado as atitudes do aluno, sua reação diante do ensino de uma Verdade espiritual, são os objetivos de decisão, o alvo são suas ações
Avaliação
·         Os objetivos de decisão foram alcançados?
Meu aluno têm aplicado as verdades espirituais através de suas atitudes?

3.Funções da avaliação de aprendizagem
4.1  – Função diagnóstica:
Também é chamada de avaliação inicial, tem como objetivo obter informações sobre as necessidades educacionais levando em conta aspectos sociais, intelectuais e espirituais. É uma pré-avaliação que têm por objetivo adaptar as características do ensino às necessidades dos alunos.

4.2  – Função formativa:
Também é chamada de contínua, a avaliação compreende um processo ininterrupto, sistematizado e com emprego de métodos apropriados para avaliar o aluno. Abrange tanto o aprendizado do aluno como o trabalho do professor (feedback), possibilita ao professor detectar deficiências na forma de ensinar, levando-o a reformulações no seu trabalho didático e ao aluno conhecer seus erros e acertos, dando-lhe maior estímulo para um estudo sistemático dos conteúdos.
4.3  – Função somativa:
Também chamada de “final” ou “classificatória”, é realizada ao final de um programa de ensino, afim de estabelecer ou definir um conceito ou nota. Corresponde a um balanço final, a uma visão do conjunto, a um todo sobre o qual, até aí, só haviam sido feito juízes parcelares.
4.   Como apresentar os resultados
           Observar, anotar, expor, envolver todos os alunos, fazer uma avaliação precisa e abrangente. E agora, o que fazer com os resultados? A avaliação interessa a quatro públicos:
4.1.  - Ao aluno que têm o direito de conhecer o próprio processo de aprendizagem para que a partir do resultado se empenhe na superação de suas dificuldades;
4.2.  - Aos pais que por serem os principais responsáveis pela educação cristã dos filhos devem ser os maiores incentivadores e estimuladores da participação e atuação dos filhos nas atividades da EBD.
4.3.  - Ao professor que precisa constantemente avaliar a própria prática de sala de aula.
4.4.  - A igreja e sua liderança que deve ser atuante no ensino da Palavra de Deus, sendo este o único meio de salvação, crescimento e  frutificação dos seus membros.
SUGESTÃO: reunião de pais e mestre

Conclusão
Como foi explicitado na introdução, o professor da Escola Dominical depende de ajuda Divina e sobrenatural para o ensinamento. E é sobre a ajuda Divina e sobrenatural que precisamos pensar. O Espírito Santo é a fonte de todo o ensino eficiente. Não há compreensão espiritual real da Palavra de Deus sem Ele. Ele não é apenas o Autor das Escrituras, mas também Seu intérprete. Toda compreensão verdadeira vem Dele “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado...”(João 16.8). Porém a obra iluminadora do Espírito Santo em nosso ensino não é automático. Não há nada na Bíblia que nos encoraje a crer que precisamos apenas ensinar e o Espírito Santo fará o resto.
A Bíblia enfatiza que temos responsabilidades que precisam ser cumpridas para que vejamos o Espírito Santo atuando e para que sejamos professores eficientes. Enquanto nos preparamos para atuar, precisamos ver a responsabilidade mais importante de todas que é ser homens e mulheres de oração.
“os pregadores que obtém resultados poderosos para Deus são os homens que prevalecem em seus pedidos junto a Deus antes de se arriscarem em seus pedidos junto aos homens” (E. M. Bounds)