quinta-feira, 26 de março de 2015

Jesus, o Cordeiro de Deus.

JESUS, O CORDEIRO DE DEUS


“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse; Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” – João 1:29

João Batista designa Jesus com o título de o “Cordeiro de Deus”. Que verdade! Ele, somente Ele, foi o grande sacrifício pelo pecado. Veio por providência de Deus para dar a sua vida na cruz do calvário, em resgate por muitos. O profeta Isaías falou d’Ele quando disse que “Ele foi maltratado e humilhado, mas não disse uma única palavra! Foi levado como um cordeiro vai para o matadouro” e que se deu “como oferta pelo pecado” (Is 53.7,10). O apóstolo Paulo o chamou de “nosso Cordeiro Pascal” que foi sacrificado por nós (1 Co 5.7). O Seu acrifício “tira o pecado”. Ele é o único que pode “salvar o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). Quem crê no Cordeiro de Deus tem seus pecados perdoados, removidos e a vida eterna. Mas, que rejeita o Cordeiro de Deus não verá a vida; pelo contrário, a ira de Deus permanece sobre ele. Portanto, não despreze a oferta de salvação Deus, para você.
No Apocalipse se diz que o mundo anti-cristão, que jaz no maligno, guerrearão contra o Cordeiro. Que absurdo! Como podem guerrearem contra Aquele que seu deu como sacrifício para tirar o pecado do mundo? Como podem guerrear contra o Cordeiro que Deus proveu? Mas, João, o vidente de Patmos nos informa que “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis”. E nos informa ainda que “vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele” (Ap 17.14).
Que Cordeiro Maravilhoso é Jesus Cristo!

Pr. Luiz Mesquita


A PÁSCOA


O ISRAELITA E A PÁSCOA

       Três vezes no ano todos os homens eram obrigados a comparecer diante de Deus para celebrar três festas religiosas: a páscoa (=pães asmos), o pentecostes (=festa das semanas ou primícias) e tabernáculos (=festa da colheita). Comemorada no primeiro mês do ano hebraico chamado abibe (março/abril), a páscoa era a primeira das três festas (Ex 12). A palavra páscoa vem do termo hebraico “pessach”, que significa “passar por cima”, no sentido de “poupar” (Ex 12:12-13). A páscoa tem haver com a décima praga, que foi a morte dos primogênitos no Egito. O povo de Israel recebeu a ordem de Deus de preparar um cordeiro para cada lar e o sangue desse cordeiro deveria ser aplicado no alto e nas laterais das portas das casas (Ex 12:7). O sinal do sangue garantiria a segurança de cada casa assim marcada. “Então, a meia-noite, o Senhor matou todos os filhos mais velhos do Egito, desde o filho mais velho de faraó, que sentava no trono, até o filho mais velho do escravo que estava no calabouço...” (Ex 12:29).  E assim,  depois de 400 anos de sofrimento e opressão do povo de Israel no Egito, Deus o liberta e manda seu servo Moisés instituir a páscoa  que deveria ser uma observância familiar e um memorial do livramento dos israelitas do Egito. A festa então, foi estabelecida e o povo passou a observá-la no entardecer do dia 14 de Abibe, os cordeiros da páscoa eram mortos e depois assados e comidos com pães asmos (sem fermento) e ervas amargas (Ex 12:8), enfatizando a necessidade de uma saída apressada e relembrando a amarga escravidão no Egito (Dt 16:3). 
O CRISTÃO E A PÁSCOA
           Como podemos observar acima, a páscoa é uma festa judaica e não cristã. Portanto, não temos que guardá-la ou celebrá-la. Para o cristão, a páscoa é uma figura histórica de Jesus Cristo, o Cordeiro Pascal, que, por Seu sangue nos comprou para Deus e nos livra do mundo hostil.
           A morte de Cristo na época da páscoa é de grande importância para nos cristãos. O apóstolo Paulo chama Cristo de “nossa Páscoa” (1 Co 5:7). A ordem em Êxodo 12:46 de não se quebrar nenhum osso do cordeiro da páscoa é aplicada pelo apóstolo João à morte de Cristo – “Nenhum dos seus ossos será quebrado (Jo 19:36). Na noite que precedeu a morte de Jesus, houve duas ceias: a Ceia Pascal e a Ceia do Senhor. A figura (ceia pascal) vai dar lugar a realidade. Jesus naquela noite, comeu a Páscoa e logo em seguida substituiu-a pela Sua Ceia.  A páscoa servira a seus fins (apontar para a vinda do Cordeiro de Deus) e deu lugar à nova Ceia comemorativa. O pão e o vinho são simbolos para lembrar aos díscipulos de Cristo, através de todos os tempos, de Seu sacrificio redentor. Cristo nos libertou da escravidão do pecado. Não podemos nos esquecer que  a morte de Cristo na cruz foi o pagamento de um resgate (Mc 10:45) pelo qual nós pecadores, fomos libertos.
          Logo depois de ter sido julgado e condenado a pena de morte, Jesus foi açoitado até quase morrer e depois foi publicamente crucificado. O relato biblico diz que Ele sofreu na cruz desde cerca de nove horas  da manhã até às três da tarde na sexta-feira (a chamada “sexta-feira santa”, pela tradição e não pela Bíblia), tendo então morrido dizendo ao Pai: Está consumado!  e, nas tuas mãos entrego o meu espírito! (Jo 19:30 e Lc 23:46). Três dias depois de ter sido colocado num sepulcro, no domingo pela manhã, Ele levantou-se dentre os mortos, como tinha afirmado algumas vezes aos seus discípulos. A morte não pode detê-lo, porque Ele é o Senhor da morte e também da vida! Agora, o Senhor Jesus vive assentado à direita de Deus de onde virá para julgar vivos e mortos e trazer a salvação final para o Seu povo.
         “A PÁSCOA DO CRISTÃO”, aponta para três maravilhosos fatos: JESUS MORREU (nos livrando da escravidão do pecado), RESSUSCITOU (seremos também ressuscitados) e VOLTARÁ (reinaremos pelos séculos dos séculos com o Senhor). 
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor!."

Pr. Luiz Mesquita