terça-feira, 28 de março de 2017

Cartaz em e.v.a para incentivar a frequência do aluno


             Esse cartaz traz prêmio para o aluno que cumpriu a tarefa que o professor pediu para fazer em casa. Em cada prendedor é colocado um pacotinho de balas e o nome do(a) criança matriculada, preso por  um velcro.





quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Plano de Ação para EBD

                                             Plano de Ação da EBD
      Estou aqui compartilhando o Plano de Ação formulado para 2017, baseado no texto que eu postei neste Blog intitulado "Como tornar a Escola Dominical de sua igreja mais eficiente" As imagens contidas neste documento foram tiradas da internet. Todos os anos nós formulamos um plano de ação para ser executado no decorrer do ano. O plano de Ação é apresentado para toda a diretoria e fica no acervo da secretaria da EBD. Estas imagens são do Plano de Ação que é simplificado e entregue a cada professor, para que este possa acompanhar a execução das metas e ter todas as informações da escola que ele não só faz parte, mas que também é um executor das metas. Espero que esse modelo inspire e incentive a sua EBD à implantar essa metodologia.







sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Formação e aperfeiçoamento de professores da Escola Bíblica Dominical.


Formação e aperfeiçoamento de professores da Escola Bíblica Dominical.

Por que devo investir na formação de professores para a Escola Bíblica Dominical?
  1. Porque é dever da igreja.
Todo bom resultado é presidido de uma boa preparação, é inconcebível imaginarmos um profissional sem uma prévia capacitação para a execução com esmero daquilo que se propõe a realizar.  Se formos analisar a luz da Bíblia antes de Jesus enviar os discípulos, ele os treinou, os capacitou, para que pudessem realizar a grande obra do Mestre Jesus, “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardarem todas as coisas que vos tenho ordenado” Mateus 28.19, 20.  “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”  João 20.12. Foram três anos de escola com o Mestre Jesus, onde este ensinou a respeito do seu Reino e da sua obra, mas, o Senhor não só os treinou, como também fez de cada um deles treinadores.  

  1. Porque há uma necessidade.
O primeiro aspecto a ser levado em consideração, quanto ao preparo de cursos para professores, são as necessidades da Escola Dominical local. Devemos responder à seguinte questão: Qual é hoje a maior necessidade da escola dominical da minha igreja? As escolas dominicais que visitei nesses últimos anos, tinham uma diversidade de aspectos e características, que as diferenciavam tanto no aspecto estrutural, quanto no aspecto pedagógico. Porém, teve uma problemática que foi comum à todas elas, a falta de professores, ou melhor, de pessoas que se dispusessem a assumir classes da escola dominical. Conheci igrejas com uma excelente estrutura física, com salas de aulas disponíveis, porém vazias, porque não tinham professores, principalmente para as classes de adolescentes e jovens. Igrejas com número expressivo de membros, mas indisponíveis para tão nobre tarefa. Essa situação vivenciei na minha igreja, quando por falta de professores, algumas faixas etárias não possuíam classe de estudo. As explicações mais comuns para esta indisponibilidade eram: não tenho tempo, não me sinto capaz, não vou dar conta, nunca trabalhei com crianças, não tenho experiência, nunca fiz nenhum curso... Foi mediante este problema que nos propusemos a investir na formação de professores para a EBD. Hoje já estamos colhendo os frutos deste empreendimento, temos dois professores titulares para cada classe, não trabalhamos com professores suplentes, mais com revezamento, ou seja, cada professor trabalha um trimestre. Observe que ao planejar um curso para professores, deve-se levar em conta, as pessoas às quais está sendo destinado, se o curso será apenas para aqueles que já atuam como professores da escola dominical, ou seja, o objetivo é de aperfeiçoamento, os temas trabalhados se diferenciarão, de cursos de formação, onde o objetivo será trazer noções iniciais para aqueles que desejam engajar-se no ministério do ensino. Porém isso não impede que se tenha tanto o objetivo de aperfeiçoamento como de formação no mesmo curso, contanto que se tenha em mente alcançar os dois grupos, os já atuantes como os não atuantes. É visível na minha igreja, que os cursos foram instrumento de incentivo tanto àqueles que já trabalhavam como professores da EBD, como possibilitou o engajamento de novos irmãos no ministério do ensino.

3. Tipos de treinamento de professores

A igreja local deve desenvolver estratégias para o recrutamento, acolhimento e apoio aos professores da escola dominical. Mas, infelizmente a regra têm sido, entregar ao professor a classe, a lição e, deixá-lo no “por conta própria””, ou seja, ao encargo de seu esforço pessoal, sem acompanhamento e incentivo algum. Este, poderia ser, um fator que tem cooperado para a não disponibilização de pessoas ao serviço do ensino. Recrutar professores para a EBD, têm sido uma tarefa difícil e frustrante, segundo alguns relatos de líderes e superintendentes de Escolas Dominicais. Portanto, essa dificuldade pode ser mais um sintoma de outros problemas do que o problema central em si. Vejamos algumas situações que têm inibido o engajamento de membros das igrejas ao serviço do ensino: falta de prioridade dada à educação; falta de propaganda do programa educacional; senso de descaso que os professores sentem por parte da igreja, número elevado de alunos com a junção de  diversas faixas etárias para cada professor; falta de frequência regular dos alunos e pouco apoio dos pais; salas inadequadas e falta de equipamentos e recursos; falta de treinamento profissional e de apoio. Poderíamos citar outros fatores, mas, estes nos basta, para afirmarmos que, enquanto houver qualquer um destes problemas, haverá dificuldade em recrutar pessoas para o ensino. Em todos os setores da vida da igreja, deve haver maior dedicação e apoio aos professores.
Há uma variedade de ações, que podem ser empreendidos na capacitação e apoio aos professores da EBD, que possibilitará dirimir ou resolver alguns dos problemas presentes no trabalho da Escola Dominical, assim como tornará mais fácil o recrutamento de novos professores. Não é possível detalhar as sugestões que serão dadas, mas, citaremos algumas, sem que se esgotem outras possibilidades.
3.1. Reuniões mensais ou trimestrais com todos os professores onde se apresentará alguma atividade, método ou conceito relacionado ao ensino.
3.2. Formação de grupos pequenos com dois ou três professores que se reunirão para o planejamento e confecção de materiais didáticos para suas classes. Este só será possível quando houver um número maior de classes, posto que os professores serão de classes afins.
3.3. Estudos dirigidos. Verifique as habilidades existentes entre os próprios professores ou demais membros da igreja, para que estes tragam algum curso direcionado. Ex. alguém que tenha conhecimento de informática, levará um curso quanto ao uso da tecnologia como recurso didático no ensino; alguém com conhecimento na música, trará orientações quanto a escolha e ensino dos cânticos nas lições bíblicas, etc. Tenho em minha igreja professores habilidosos e experientes, por isso os estudos dirigidos deram muito certo. Têm sido uma experiência gratificante, ao ver os próprios professores treinando outros.
3.4. Reuniões anuais para confraternização e avaliação dos trabalhos desenvolvidos, este deve ser um momento especial, o coordenador deverá preparar com carinho essa programação, separando um momento de avaliação, dando destaque a tudo o que foi desenvolvido pelos professores, com a amostra de imagens, entrega de brindes e etc. Há muitas possibilidades.
3.5.  Programas regulares de apreciação das atividades desenvolvidas na EBD. Em vez de recrutar professores e deixá-los ao acaso, esquecendo-se deles, vamos dar destaque à atividade do ensino na igreja. Vejamos algumas possibilidades: divulgação das atividades das classes, no boletim ou no jornal da igreja (se a igreja tiver); criação de um mural da escola dominical, onde se destacaria em cada mês uma classe, expondo a produção do professor com seus alunos; um dia especial do ano para as classes receberem a visita dos pais dos alunos; uma recepção anual aos professores; exposições de trabalhos, relatórios e atividades dos alunos. Como foi dito anteriormente, as possibilidades não se esgotam.
3.6. Organizar juntamente com toda a equipe da Escola Dominical e com o apoio da igreja uma biblioteca, que servirá, tanto como recurso para os professores, assim como, para o uso coletivo de toda a igreja.
3.7. Curso intensivo para a formação de professores de EBD. A organização de um curso que abranja um grupo maior de participantes, reúna várias igrejas, num período relativamente curto (por exemplo um final de semana inteiro), requer recursos financeiros e planejamento. Encerramos recentemente o nosso quarto curso para líderes e professores de Escola Bíblica dominical. Não tenho a pretensão de determinar regras, quanto ao modo de se promover um curso com maior abrangência, mas, trazer algumas sugestões baseadas naquilo que temos vivenciado em nossa igreja.
   
4. Como preparar cursos para formação e aperfeiçoamento de professores de Escola Dominical.

4.1. A escolha do tema deve está direcionado às necessidades do professor e da escola dominical. O primeiro passo é decidir o tema, se trata de um corpo docente com pouca experiência, ou seja, ainda iniciando no ministério do ensino, é fundamental iniciar com os princípios básicos da educação cristã, relacionado diretamente à aula, ou seja, desde seu planejamento à sua execução.
Quando iniciamos o trabalho de reestruturação da EBD em 2008, estabelecemos como uma das metas para a nossa escola bíblica a formação de professores, e dentre algumas das estratégias, estiveram a realização de cursos, com a participação não só da igreja local, como também de outras igrejas de nossa cidade. Foram quatro cursos que tivemos a alegria de organizar, cujos frutos estamos colhendo. O nosso primeiro curso voltado para a formação de professores, ofereceu cinco oficinas com a seguinte divisão: Como funciona a EBD? Estrutura e Funcionamento da EBD; O que vou ensinar? A importância do Currículo na EBD; Para quem vou ensinar? Características das fases infantis; Como vou ensinar? Métodos e acessórios de ensino; O que os alunos irão aprender? Planejamento da aula.
Quando realizamos este curso, tínhamos um pequeno número de professores, assim como poucas classes da EBD, alguns daqueles que participaram na época, para ser mais precisa em 2010, não eram professores, mas hoje fazem parte do corpo docente da escola dominical, assim como, o número de alunos quase que dobraram, mas, este foi apenas o primeiro de outros que seguiriam. E não sessaremos de empreendermos nossos esforços nesse ministério, “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres...” (I Tm. 4.16), o professor é separado por Deus para um propósito específico, o ensino da Verdade que liberta (Jo. 8.32), por isso precisamos investir nos nossos professores, para que se apresentem diante do Senhor da obra como obreiros “aprovados” (II Tm. 2.15). O Diabo faz um esforço extra para destruir nossas crianças. Precisamos estar ativos para combater todas as influências e pressões, ensinando e aplicando a verdade da Bíblia. “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Ro. 10.14). Que Deus desperte nossas lideranças para investir na formação e preparação de professores de escolas dominicais.
Com a construção de diversas salas de aulas, observei a dificuldade por parte dos professores do melhor aproveitamento do espaço. As salas tinham as carteiras e paredes vazias, estas eram utilizadas apenas para pregar os visuais das lições. Diante da necessidade surge o segundo Curso com o seguinte tema: A organização de ambientes infantis: planejando espaços para o desenvolvimento e aprendizagem dos pequenos. Os participantes foram desafiados e enfrentaram seu desafio com esmero, confeccionaram seus cartazes, preenchendo e colorindo as paredes das salas de aula com material para o uso pedagógico.
Implantamos na nossa EBD a reunião de pais e mestre e plantão pedagógico, mas, para que isso fosse possível, precisávamos criar uma sistemática de avaliação para e escola dominical, sendo assim, surge nosso terceiro curso com o tema: Desenvolvendo uma escola dominical com qualidade: ensinando através de jogos e brincadeiras.
Observem que a escolha de cada tema está condicionado as necessidades da Escola Bíblica, não são simplesmente mais um evento pra preencher o tempo, ou para promover a liderança, cada curso tem objetivos a serem alcançados, que acima de tudo visam a obtenção de resultados, a curto e a longo prazo. Que o Senhor nos dê sensibilidade para enxergarmos e capacidade para nos esforçarmos à atender as necessidades existentes nas nossas escolas bíblicas dominicais.
Realizamos recentemente o nosso quarto curso para professores de escola dominical com o tema:  Desenvolvendo uma escola dominical com propósito: como ensinar doutrinas Bíblicas de forma clara, simples e atrativa. Sem dúvida esse não será o último, mas virão outros cursos, visto que, ainda temos um longo caminho a trilhar, lembrando-nos da ordenança de Jesus que como igreja devemos fazer discípulos
Todos os cursos que foram organizados eles tiveram a parte teórica e a parte prática, onde os participantes fizeram a demonstração ou exposição daquilo que aprenderam, segue-se algumas sugestões de temas para cursos e oficinas:
ü  A arte de contar histórias bíblicas de forma lúdica: bonecos de pano, fantoches e outros suportes.
ü  Como trabalhar com recursos didáticos nas classes infanto-juvenis.
ü  O uso da música no ensino cristã.
ü  Didática de ensino para a terceira idade/ didática de ensino para jovens e adultos...

4.2.  Elabore um projeto.

Para assegurar a eficácia, a eficiência e os resultados daquilo que se pretende na realização de um Curso para professores, faz-se necessário o planejamento prévio da ação.  É no projeto que estarão presentes todos os elementos que expressam o propósito da ação, podendo ser este o equacionamento de um problema ou o atendimento de necessidades. É também no projeto que estarão todas as informações necessárias para a realização do evento, como por exemplo as fases das atividades que deverão ser executadas (divulgação, levantamento de recursos e outros), delimitação de papel e responsabilidades das pessoas envolvidas no evento. Ou seja, o projeto possibilitará a racionalização de todas as ações necessárias para a realização do evento.
    
Estrutura do Projeto: na elaboração do projeto poderá ocorrer a variação de alguns elementos, mas no geral, acabam seguindo um padrão. Aqui listei alguns elementos que devem ser considerados ao se elaborar um projeto: Introdução ou Apresentação; Justificativa; Objetivo; Público Alvo; Metodologia; Avaliação; Cronograma de Atividades; Recursos financeiros; Recursos Humanos. Irei ponderar brevemente alguns desses elementos.
·         Introdução ou Apresentação: Você  deve  apresentar  na introdução  o  contexto  do  projeto,  procurando  responder  a  seguinte  pergunta:  quais preocupações e princípios orientam o seu projeto? Fundamente o tema escolhido, contextualize os aspectos observados que levaram a escolha da temática, fortaleça sua fundamentação com passagens bíblicas.
·          Para elaborar a justificativa, procure responder a seguinte pergunta: POR QUE é importante a realização desse evento, com o público escolhido e sobre o tema escolhido? Lembre-se que todo projeto deve se destinar a resolução de um ou mais problemas.
·         Objetivos: É o resultado que se pretende alcançar a partir da atividade a ser realizada, portanto, você deve responder O QUE? Representa um marco de referência para orientar todas as ações a serem desenvolvidas no decorrer da curso.
·         Estabelecido os objetivos, torna-se fácil definir o público alvo, eu pretendo alcançar que perfil de pessoa? Geralmente nós procuramos alcançar tanto os mais jovens, sem experiência com o serviço cristão, mas, que desejam trabalhar na obra, como aqueles que já tem uma farta experiência. Pessoas que trabalham tanto com o público infantil como o público adulto, tudo vai depender do tema escolhido. Alguns temas são voltados somente para o trabalho com crianças, outros com os adultos e assim por diante, portanto, a pergunta a ser respondida é QUEM?
·         Metodologia: nesse item você deverá responder COMO? Descreva no projeto quais os procedimentos didáticos que serão desenvolvidos na realização do curso.
·         Avaliação: estabeleça os critérios (aspectos) a serem observados e quais os instrumentos a serem utilizados para a coleta de dados ou informações.
·         Cronograma de Atividades: especifique QUANDO irá realizar cada etapa assim como cada ação, seja específico quanto aos dias e o horário da realização do evento.
·          Recursos Financeiros: (QUANTO?) faça uma planilha com descrição, quantidade (se possível) e valores de todo o material que deverá ser comprado para a realização do curso. Para isso deverá ser feito uma pesquisa de preços, ao se ter conhecimento do custeio do curso, se estabelecerá o quantitativo de recursos a serem arrecadados e se definirá a taxa cobrada por cada participante. A taxa deverá ser um valor baixo, para possibilitar uma maior acessibilidade dos interessados em participar.
·         Recursos humanos: forme sua equipe de trabalho, distribua as tarefas e delimite a atribuição de cada pessoa que estará envolvida no evento.

Temos aqui uma parte do projeto do quarto curso para formação de professores que foi realizado em 2016.   







      
4.3. Execução do Projeto.

O projeto traz a descrição de todas as ações que serão necessárias para a realização do Curso de formação. Agora é só dar corpo e vida a todas as ideias expostas no projeto. Mas para que isso seja possível, você terá que convencer da relevância deste evento àqueles que serão seus parceiros na realização deste empreendimento espiritual, você irá se preparar para a apresentação do projeto. Procure fazer uma apresentação breve e empolgante, para não cansar seus ouvintes. Faça a leitura apenas da apresentação do projeto, os demais itens deverão ser apresentados apenas em breves tópicos, não necessariamente todos os itens, e de preferência faça sua apresentação fazendo uso do power point. Apresente a cada um sua atribuição, estabeleça prazos para a execução das tarefas. Tenha cuidado na distribuição destas tarefas, leve em conta o perfil de cada um bem como suas habilidades e conhecimento.

 Quais as ações e os elementos necessários
Para não se estender tanto podemos citar de forma objetiva os seguintes elementos:


  • Divulgação: forme uma equipe responsável exclusivamente por esta tarefa, deverá estar definido valor e período da inscrição, data e local do evento, assim como o número máximo de inscritos; material de divulgação (cartazes, panfletos, folders)  e os meios que serão utilizados para divulgar o evento. Deverá ser garantido a todos os interessados o acesso ao máximo de informações a respeito do evento, isso proporcionará credibilidade e maior organização durante o evento.

  • Inscrições: é importante que os inscritos recebam no ato da inscrições toda a programação do curso, assim como outras informações necessárias, e que os organizadores tenham as informações dos inscritos. 


  • Palestrante(s): estes deverão ser contatados com antecedência, para que repassem o material escrito em tempo hábil para sua reprodução. Disponibilize tudo aquilo que o palestrante solicitar para sua palestra. . Tenha cuidado na escolha dos palestrantes, que sejam pessoas das quais você já conhece seu trabalho, que tenham experiência e conhecimento da área de ensino e que principalmente você já os tenha escutado palestrar.    

  • Espaço: o local é um fator de relevância para o melhor aproveitamento do curso. Por isso deve-se delimitar o número de inscritos garantindo acomodação para todos os participantes, levando-se em conta, também, iluminação, clima e outros fatores. Qualquer incômodo, afetará diretamente o ensino, lembro-me de um desses encontros que ministrei, onde a sala que eu e meus ouvintes foram acomodados, estava ainda em fase de construção, não havia ventilação, levando-se em conta que o clima da cidade era quente, quase não suportei o calor, as pessoas se abanavam enquanto eu palestrava, algumas foram embora na metade do estudo. Os organizadores cometeram um erro gravíssimo. O espaço deverá ser adequado para aquilo que os organizadores se propuseram a oferecer, principalmente quando se trata de oficinas de produção, fui convidada para dar uma oficina de produção de jogos pedagógicos em e.v.a., devido um grande número de participantes, foram divididos em duas salas, eu tive que me deslocar por muitas vezes de uma sala para outra sempre que era solicitada, isso comprometeu sobremaneira a oficina. Ofereça apenas aquilo que você pode dar.  

  • Participantes: informe aos inscritos o material que receberão, e se, no caso, ocorrer oficinas de produção, forneça a eles também uma lista do material que eles deverão trazer para as oficinas (tesoura, pistola de cola quente, bastão de silicone, régua, folhas de e.v.a., etc). Improvisos, jamais! Sugestões de materiais a serem entregues aos participantes: pasta, apostilas, blocos de anotações, programação, crachá, caneta, lápis e outros. Vai depender daquilo que o inscrito necessitar para participar do curso. Se o horário das palestras forem prolongados, estabeleça intervalos e ofereça, água, suco, café, pães, biscoitos, etc. São apenas algumas sugestões, isso fica a critério de cada região. 


  • Programação: o primeiro aspecto a ser levado em consideração ao se definir a programação do evento, é o propósito pelo qual esse curso foi idealizado: formação e treinamento de professores de escolas dominicais. É promover um ministério docente eficaz. Portanto, vamos elaborar uma programação, cujo foco é o professor e o ensino. Tenhamos cuidado com as motivações erradas, o evento é para capacitar e não impressionar, é para promover um ensino eficaz e não promover a liderança do evento. Lembro-me de ter participado de um Congresso para professores de escola dominical, com início as dezessete horas e término as vinte duas horas, teve louvores, três mensagens, homenagens, sorteios, o início das oficinas se deu as vinte e uma horas, estavam todos esgotados, não pude finalizar o estudo, interrompi na metade, devido a hora avançada. A programação deve ser simples, a maior parte do tempo deverá ser ocupada com o ensino. 
Assim como o ensino é uma arte, planejar e organizar um encontro para professores de escolas dominicais também é uma arte. Todas as pessoas que participam de um curso, ou congresso para professores, tem o direito de esperar que seja capaz de fazer algo novo na manhã de domingo na sua sala de aula, toda pessoa que participa de um curso de treinamento espera receber um ensino que lhe ajude de forma prática, ou seja, que lhe possibilite a pôr em prática o que aprendeu, “os que lideram os encontros precisam estabelecer normas elevadas para si mesmos, a fim de que seja feita preparação cuidadosa e a liderança seja eficiente em cada encontro” (Donald Griggs).

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Como preparar uma lição bíblica para crianças. História de Jonas

Realizamos mais um curso de preparação para professores de escola dominical no ano de 2016. O curso teve várias etapas, sendo uma delas, a preparação de uma lição bíblica. Cada participante deveria construir um plano de aula, baseado no estudo ministrado pelas palestrantes. Os principais pontos observados no Plano foram: "A Verdade Bíblica", "Objetivos" e "Aplicações".  Além da aula expositiva, cada participante recebeu os textos das palestras, um modelo de plano de aula com instruções resumida de cada ponto.

INSTRUÇÃO ENTREGUE AOS PARTICIPANTES:

Orientação para atividade que deverá ser apresentada no dia 22/10.

Os participantes deverão escolher um texto Bíblico e preparar um plano de aula contendo os aspectos descritos no quadro demonstrativo, logo abaixo exposto.
Após o planejamento da Lição Bíblica, escolha apenas um dos aspectos e faça a Ilustração.
            Breve explicação dos aspectos a serem formulados no planejamento da Lição, bem como a finalidade de cada um.

IMPORTANTE: Defina a faixa etária dos alunos

Aspectos:

1.    Título da Lição Bíblica: Escolha um título para sua lição.

2.    Texto Bíblico: pode ser uma história bíblica, de onde você vai extrair uma verdade (Ex. história do Rei  Josias, II Rs. 22/  verdade: A Palavra de Deus transforma a vida do homem)  ou pode ser um texto doutrinário de onde você vai ensinar a verdade ilustrando com uma história (Ex. Mt. 6.25-33; Verdade: Deus nos ama, Ele cuida de nós/ ilustração: Kiki inquieto)

3.    Verdade a ser ensinada: De acordo com a lição bíblica escolhida, identifique a verdade central nela contida.

4.    Objetivos: O que queremos alcançar com os alunos deve ser o mais específico possível e dizer o que o aluno deve conhecer, sentir e fazer como resultado da lição, os objetivos devem está diretamente relacionados com a verdade central. Devemos poder verificar, no fim da aula ou da unidade de estudo, se foram atingidos ou não.

5.     Versículo para Memorização:   Desperte a atenção de seus alunos, fazendo esta parte da aula bem interessante, variando os métodos utilizados;  esteja sempre com o versículo ilustrado; o versículo escolhido deve estar relacionado com a lição;  decida quando, na aula, vai ensinar o versículo;    ensine o significado e o sentido de todo o versículo;    incentive a memorização;  use métodos diversificados para a recapitulação.

6.    Apresentação: introduz a lição e deve prender o interesse da classe. O começo deve ser breve, produtivo e vivo. A variação de métodos ajuda a atrair a atenção dos alunos. Exs.: pergunta, objeto, ilustração, frase, historieta, dinâmica, etc.

7.    Aplicações: é o externar prático da verdade na vida do aluno. O aluno precisa saber como essa verdade se aplica a ele pessoalmente, ele precisa ser desafiado com a verdade de forma a saber como vivê-la. A lição pode ter mais de uma aplicação, porém, deve-se ter o cuidado de relaciona-las com a verdade ou verdades bíblicas ensinadas.

8.     Desafios:  sempre inclua um desafio em sua aplicação. O desafio pode ser lançado após a conclusão;  deve levar o aluno a pôr em prática aquilo que aprendeu (tornar-se praticante da Palavra de Deus);  O professor lançará o desafio para ser cumprido no decorrer da semana e na aula seguinte lhe será dada a oportunidade de relatar sua experiência.

9.     Música: Os cânticos devem ser selecionados com antecedência;  escolha cânticos que preparem o ambiente para as partes do programa que introduzem: oração, oferta, lição, memorização, etc. E, principalmente, que esteja relacionado à verdade ensinada; a letra e a música devem ser apropriadas para cada faixa etária; para melhor aprendizagem deve ter a letra escrita.

10.   Atividade: Esse é o momento de oportunidade tanto para o professor que poderá avaliar a aprendizagem, como para o aluno que poderá demonstrar e socializar o conhecimento adquirido. Há uma infinidade de meios pelos quais poderão ser aplicadas as atividades de conhecimento, poderão ser estas verbais, escritas, visuais, manuais ou até mesmo por meio de expressões, elas irão complementar o que foi ensinado, servirão para tirar dúvidas e servirão como incentivo na frequência dos alunos. Quanto mais houver variação nas formas de aplicação das atividades mais dinâmica tornar-se-á as aulas. O que determinará o tipo e a quantidade de atividades a serem aplicadas é a faixa etária da classe a ser trabalhada, ou seja, quanto menor a idade menos complexa e de preferência mais de uma atividade. O que não devemos é perder de vista seus objetivos, que são: para o aluno, demonstrar aquilo que aprendeu e para o professor avaliar aspectos do processo de ensino.

PLANO DE AULA FORMULADO BASEADO NA HISTÓRIA DE JONAS

Título da Lição Bíblica: Jonas e o grande peixe


Faixa etária: maternal
02 e 03 anos
Texto Bíblico: Jonas 1 e 2

Verdade a ser ensinada:

A obediência a Deus deve ser em todo o tempo.





Objetivos:
Ø (saber) Compreender através do exemplo de Jonas, que Deus quer que sejamos obedientes a sua Palavra.
Ø (saber) Entender que quem ama de todo o coração a Deus deve obedecer.
Ø (sentir) Perceber que Deus nos ama e está sempre pronto a perdoar a menor desobediência quando nos arrependemos de coração.
Ø (fazer) Empenhar-se em obedecer o papai, mamãe, vovô, vovó, professores pois a obediência a eles, significa obediência a Deus.

Versículo para memorização: Ame o Senhor de todo o coração. Marcos 12.30

Brincar de Mímica: Criar gestos para cada palavra do versículo.

Apresentação: HISTORIETA: Marcela estava brincando na sala. Sua mãe avisou que já era hora de comer e disse:
- Marcela, está na hora de almoçar. Guarde todos os brinquedos na caixa de brinquedos. Marcela disse sim para a mãe. Mas depois do almoço, quando a mamãe voltou na sala, todos os brinquedos estavam espalhados. Marcela não obedeceu e a mamãe disse:
-Marcela, como você não obedeceu e fez o que eu disse, você vai ficar uma semana sem pegar nesses brinquedos. Marcela se entristeceu muito. Chorou e pediu desculpas a mãezinha. A mãe a desculpou, beijou-a muito. Mas Marcela não pode brincar durante uma semana com os brinquedos.

Aplicações:


Ø Quando seus pais mandarem você fazer qualquer coisa, faça logo. Não espere pedirem a segunda ou terceira vez. Deus ama quando você obedece.
Ø Quando você desobedecer, ore e peça perdão pra Deus e não desobedeça mais.
Ø Ore sempre pra Deus pedindo para você ser obediente.

Desafio:
 Nesta semana, todas as vezes que o papai, a mamãe, a vovó ou o vovô mandarem você fazer algo, faça logo, e depois que fizer vá até ele ou ela e dê um abraço e diga “te amo...”


Cântico: “Sempre Obediente”
"Quero ver o papai alegre satisfeito e contente, quero ser mais obediente pro papai e pra toda gente
  Quero ver a mamãe alegre satisfeito e contente, quero ser mais obediente pra mamãe e pra toda gente
  Quero ver meu Jesus alegre satisfeito e contente, quero ser mais obediente pra Jesus e pra toda gente... "





Atividades

Escrita: Desenho do grande peixe e de Jonas para pintar e recortar. 


Manual: Jonas orando no ventre do peixe. Vai reforçar a atitude da criança de orar em arrependimento.



Recreativa:  Siga o mestre
·        Crianças em círculo em pé: O mestre dá o comando usando várias partes do corpo, quem errar ou desobedecer a ordem vai para a barriguinha do peixe uma rodada da brincadeira. (O peixe será ilustrado numa caixa grande). Após a brincadeira cada criança receberá um brinquedo confeccionado de garrafa. 








Este material será utilizado na atividade recreativa "siga o Mestre". Para confeccionar este peixe foi utilizado uma caixa grande de papelão, tnt e eva.




Brinquedo feito de garrafa que será entregue para cada criança. (para o Jonas ficar em pé, utilizei um potinho de tinta guache, com pedrinhas coloridas, para dar peso.






Outra opção para ilustrar a história de Jonas e brincar com as crianças. O material utilizado foi eva, prendedor de roupa e palito de churrasco.


 



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

História ilustrada para crianças

História fictícia e ilustrativa que têm por objetivo ensinar sobre confiança e obediência a Deus. A Verdade Bíblica que deve ser ensinada e enfatizada é a Soberania de Deus e os textos bíblicos lidos e ensinados encontram-se em Mateus 6.25-33 e Mateus 10.29-31.

Dinâmica da história:
O narrador da história deverá ficar com o boneco que representa o personagem Kiki e distribuirá aleatoriamente os demais elementos da narrativa às crianças, que participarão da narrativa, apresentando seu personagem, quando este for solicitado pelo narrador. Na medida que a história for contada, os rostos do boneco deverão ser trocados de acordo com as emoções correspondente a tristeza, choro, susto e alegria.



KIKI INQUIETO

Kiki inquieto era um menininho que vivia esperando que as piores coisas lhe acontecessem. Assentar-se? Kiki morria de medo pensando que a cadeira fosse quebrar. Toda vez que tentava andar de bicicleta, o medo era de cair. Então, Kiki caía mesmo. Ao chutar uma bola, tinha medo de destroncar o pé; e destroncava mesmo. Quando ia fazer prova na escola, tinha medo de não tirar boa nota. E tirava nota ruim!
Certa manhã, ao acordar, Kiki começou a ficar preocupado (como sempre): - Ih, vai chover! Começou a chover mesmo; inclusive dentro de seu quarto. Uma grande nuvem de tristeza veio e estacionou bem encima da cabeça dele. Pra onde ele fosse, Kiki levava a nuvem de tristeza junto. A mãe dele precisava ficar junto dele o tempo todo enxugando-o. quando ele ia comer, chovia tristeza no prato. Quando ele ia pra escola, chovia tristeza na escola também.
Um dia, penteando o cabelo, Kiki percebeu que um fio de cabelo ficou grudado no pente:
- Ai meu pai, estou frito! Estou ficando careca. Falou Kiki, afogando-se em lágrimas.
- se continuar assim, ficarei totalmente careca lá pelas quatro da tarde.
Desesperado, Kiki correu ao telefone e chamou o médico, a polícia, o corpo de bombeiros...tudo de uma só vez pedindo, chorando, gritando, querendo que viessem socorre-lo e salvar seus cabelos. Foi então que ele ouviu uma vozinha sussurrando:
-Tome vergonha, Kiki. Você está se preocupando à toa.
- Quem disse isso? Quem está? – Perguntava Kiki, agora inquieto com a voz que ele não sabia de onde vinha. Afinal, Além dele, não havia mais ninguém no quarto.
- Quem está aí?
- Sou eu, disse a voz.
- Eu quem? Onde está você? – Contorcia-se o inquieto Kiki.
- Estou aqui, veja, bem aqui, no seu pente; não está me vendo? Eu sou um fio de cabelo.
Assustadíssimo, Kiki olhou pro pente e viu um fio de cabelo pendurado nele. Kiki quase não acreditou no que via. Mas notou que o fio tinha uma grande número nas costas, como se estivesse vestido para jogar futebol:
- Que é isso aí nas suas costas? Um número? Por que isso?
- É, pode ler aí: Mateus 10.29-31, disse o fio de cabelo, diz que Deus sabe o número de cabelos que têm na sua cabeça, e que você não precisa mais se preocupar com isso. Claro que esta é a maneira de Jesus dizer que Deus ama muito a você e que cuida de você o tempo todo; fique sossegado!
Kiki pensou: - Como fui bobo em me preocupar, já que Deus está cuidando de mim. Kiki abriu um largo sorriso que iluminou todo o seu rosto, como acontece quando o sol nasce. A nuvem de tristeza? Desapareceu! 

(traduzido e adaptado por João Soares da Fonseca de “Story Sermons For Children”) 


Material utilizado no visual da história:

Eva e barbante: boneco, telefone e pente
Impressão colorida de imagens tiradas da INTERNET; papel cartão preto e palito de churrasco: cadeira, escola, bola, comida, nuvem, bicicleta, médico, policial, bombeiro e a mãe.



















segunda-feira, 6 de junho de 2016

O maior desafio das igrejas cristãs da atualidade.



Como seria possível falarmos de crise das igrejas evangélicas no Brasil,  quando a mais recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstrou que o número de evangélicos no Brasil cresceu 61% nos últimos dez anos, o que representaria cerca de 16 milhões de novos cristãos?Sendo que em 2000, os evangélicos eram 15,4% da população e em 2010, chegaram a 22,2%, ou seja, foram de 26 milhões para 42 milhões de pessoas. Segundo o pesquisador do IBGE, Cláudio Crespo, houve um crescimento bastante expressivo nas diversas regiões do país, abrangendo todas as camadas da sociedade.
Poderíamos falar de crise, quando, segundo publicações recentes, baseadas em análise do chamado “mercado gospel”, a partir de dados recentes levantados pela Receita Federal, afirma-se que diariamente as igrejas do Brasil arrecadam R$ 60 milhões, num total de R$21,5 bilhões por ano. Ainda, segundo o Correio Brasiliense a estimativa é que sejam abertas 14 mil igrejas evangélicas no Brasil a cada ano. A grande maioria dessas igrejas não são devidamente registradas, com um CNPJ. Se considerarmos apenas as que fizeram o registro, em 2013 foram 4400. Ou seja, a média é de 12 igrejas novas por dia; uma a cada duas horas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que monitora a abertura de empresas de todos os tipos no país.
Embora seja difícil fazer tal estimativa, pode-se facilmente afirmar que a maioria são igrejas neopentecostais. Afinal, este é o movimento que mais cresce no país, onde aproximadamente 60% dos evangélicos são de linha pentecostal. É igualmente verdade que muitas dessas igrejas não duram mais que alguns anos.
Diante de todos esses números, que impressionam, seria no mínimo incoerente, afirmarmos que vivemos numa grave crise espiritual e em tempo de crescente apostasia. Infelizmente os números não passam de falso engano. As igrejas têm se tornado cada vez mais atrativas ao mundo, não pela Verdade do Evangelho, mas, porque cada vez mais têm se assemelhado com o mundo. As igrejas  têm atraído cada vez mais as membros, pois, não lhes são exigido quase nada, para em troca receberem, “prosperidade na terra e a vida eterna no céu”. Há grande esforço de algumas lideranças evangélicas em agradar o público, não há confronto com o pecado. Há grande empenho na manutenção de seus congregados, partindo do princípio da tolerância. Todas as características culturais desta sociedade pós-moderna têm pressionado as portas das igrejas, batido como rajadas de vento, ameaçando adentrarem, trazendo consigo o materialismo, o hedonismo o individualismo, que caracterizam uma vida distante dos preceitos bíblicos. Muitas igrejas fragilizadas pela ausência da Palavra, têm sofrido com a secularização. E, quando isso acontece, a autoridade da Bíblia desaparece.
Aqui está o ponto central da crise espiritual. Igrejas que abandonaram a autoridade das Sagradas Escrituras. Os púlpitos estão cada vez mais áridos, secos, dos ensinamentos Bíblicos. É cada vez mais comum pregações vazias. Pois se não é a Palavra de Deus que está sendo ensinada, qual é o proveito da mensagem? Muitas igrejas preenchem o tempo de seus cultos, com os mais variados entretenimento e abandonam o ensino da Bíblia.
O ensinamento das Escrituras Sagradas também está sendo substituído pelas “revelações secretas”, autossuficientes, experiências subjetivas. Igrejas têm sido bombardeadas dia e noite pela proposta de um “cristianismo exotérico”. São muitos, aqueles que se auto proclamam cristãos, que procuram a voz de Deus em muitos lugares, menos na Bíblia, quem não a lê não ouve a Palavra de Deus. “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo.” (Rm 10.17). Falsos mestres, têm levado consigo muitos ao erro. Igrejas que não estão alicerçadas na Palavra de Jesus, tornam-se alvos fáceis de doutrinas estranhas, ensinos afastados da verdade dos evangelhos. Pedro em sua segunda carta, capítulo 2 e os versos de 1 a 3 afirma: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras...e muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias...”
A Bíblia é a única e genuína revelação de Deus, ela normatiza, outras revelações não são possíveis, posto que a Palavra de Deus revelada e escrita foi completada, a Bíblia não está incompleta, não tem falha, ela é suficiente, infalível e inerrante. (...) “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (II Pe. 1.21)
Vejamos o conselho de Paulo a Timóteo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as Sagradas letras, que pode tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Tm. 3.14 – 17).
Timóteo era pastor da igreja de Éfeso, e movido por grande zelo, Paulo escreve esta carta a ele, com o propósito de encorajá-lo no seu ministério e orientá-lo quanto ao combate aos falsos mestres, a igreja enfrentava sérios problemas, era grande a pressão cultural de uma cidade progressista, avançada, imoral, que cultuava a deusa Diana. Os versos de 1 a 5 do capítulo 3 de II Timóteo, descrevem aquilo que o jovem pastor estava enfrentando. Timóteo precisaria reafirmar a  autoridade da sã doutrina que fora ensinada por Jesus e seus apóstolos e enfrentar os falsos ensinos que permeados da libertinagem cultural da sociedade de Éfeso, invadiam sorrateiramente a igreja. Qual seria o grande perigo para aquele jovem pastor? Seria a tentação de livrar-se daqueles problemas da maneira mais fácil, que seria a de adequar às necessidades do contexto da sociedade, ou seja, tornar a igreja “agradável”. Mas para fazer isso teria que abrir mão da Palavra, da sã doutrina. Qual é o conselho de Paulo? “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste...”
Mas, quantas denominações capitularam tanto ao misticismo quanto ao liberalismo e para adaptar-se “aos novos tempos” abandonaram a sã doutrina? Cederam às pressões externas de uma cultura social progressista e imoral, mais fácil foi abandonar a Palavra da Verdade, do que confrontar e sofrer oposições.
“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se as fábulas.” (IITm. 4. 3,4).   
        Reafirmar a autoridade das escrituras é o maior desafio e necessidade das igrejas que não se contaminaram com o secularismo. Muitas destas igrejas e denominações que se multiplicam na atualidade, crescem sem compromisso com a verdade e com a santidade.
        É responsabilidade dos cristãos que fazem parte da Igreja de Cristo a defesa da fé. “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos a cerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas v.3). O termo “fé” ao qual Judas se refere são as verdades que nós cristãos cremos e ensinamos, ou seja, a fé concreta, ou ainda “doutrinas”.
“Está claro que existe um corpo ou sistema fixo e objetivo de verdade que foi revelada por Deus em Sua Palavra, a Bíblia, e que este corpo de verdade é o alicerce da Igreja Cristã (I Co. 3.10; Ef. 2.20), e que foi confiado a nós como mordomos de Deus (II Tm. 1.13-14; I Tm. 1.11; I Co. 4.1-2).
O conteúdo deste corpo ou sistema de verdade – que nós como crentes devemos estudar, compreender, crer, guardar e ensinar – é chamado nas Escrituras de várias formas: a Fé (II Tm. 4.2), a Verdade (I Tm. 3.15), a Palavra (II Tm. 4.2), o Evangelho (I Tm. 1.11) e a Doutrina ou Ensino (I Tm. 6.3). Estes nomes são utilizados muitas vezes e referem-se basicamente ao mesmo fato – de que existe um corpo de verdade que foi revelado a nós, e que tudo que cremos e fazemos precisa estar nele alicerçado”  (Sam Doherty)
                                                           
O conselho de Judas é que os Cristãos deveriam CONTINUAR, ensinando a respeito da fé, ou seja, o conjunto de doutrinas as quais Jesus confiou aos apóstolos e que estes ensinaram aos cristãos. O termo “batalhar diligentemente” significa literalmente “perseguição de um objetivo de modo a evitar distração, desvio”.
        Devemos ensinar a sã doutrina do Evangelho e combater os falsos ensinos. Esse é o ministério da Igreja de Cristo. Para isso precisamos conhece-las, e como conheceremos se não através do estudo e da meditação diária das Sagradas Escrituras. Nós como igreja precisamos batalhar diligentemente no ensino das doutrinas Bíblicas, às nossas crianças, aos nossos jovens, para que estejam preparados na defesa da fé, Timóteo conhecia as doutrinas Bíblicas desde a infância, portanto, toda a igreja deve está sedimentada na Verdade. O Senhor Jesus ordenou que ensinássemos sua doutrina (Mt. 28.19-20), seus apóstolos as ensinaram (At. 5.21, 25, 28 e 42) e nos deixaram a incumbência de prosseguirmos esta tarefa (I Tm. 3.2; 4.13 e 16; II Tm. 4.2; Tt. 1.9) a igreja primitiva estava alicerçada nela (At. 2.41 e 42).
        A Verdade Bíblica não pode ser alterada ao sabor das mudanças culturais, portanto, cresçamos no conhecimento da Verdade (fé, doutrina), sejamos ministros da salvação, defendendo a Fé a qual nos foi revelada pela Palavra Divina escrita e resgatemos aqueles cuja fé esteja vacilante. “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-vos, arrebatando do fogo...” (Judas vs. 21 e 22)